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domingo, 17 de junho de 2012

Poema publicado na 75ª Antologia de poetas contemporâneos brasileiros - Câmara Brasileira de Jovens Escritores

 

Final

A borboleta

Tem

O coração

Impresso

Nas asas

Agonizante,

No chão,

Enquanto

A multidão

Passa,

Ninguém pode,

Sequer,

Devolver-lhe

A vida...



domingo, 10 de junho de 2012

Voltando para casa

Voltar para casa, não significa tão somente uma mudança geográfica...

Quando nos sentimos longe, às vezes, podemos estar nos referindo ao quão longe estamos das coisas de que gostamos, dos nossos ideais, das pessoas que amamos, mas principalmente de nós mesmos.
Estou voltando para a minha casa. E aqui, "minha casa" significa tudo o que faz o meu coração perder o compasso!
Amores, pessoas, trabalho,  POESIA!
Tentei voltar várias vezes, timidamente, sim, mas tentei. Talvez ainda não fosse o momento. Talvez fosse apenas um esquentar de máquinas.
Agora sim, está tudo pronto, preparado.
Vamos seguir?
Avisem que estou de volta!

Para ser feliz, basta ser...




terça-feira, 15 de maio de 2012

Por onde devo começar?


E será que há reinício?


...


Por que
insistimos
Continuar fingindo
O que
(não) vemos
O que
já se sabe
O que está
gasto
Para o que
não há remédio
O que nos rouba
o sono
O que nos custa
caro
E que
nos
entristece,
emudece,
finda.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Tempo seco

Fiquei, por quase quatro meses, distante do blog.
Aliás, muito mais distante ainda de mim...
Embora esteja chovendo há dias lá fora, ando seca, árida por dentro.
Não tenho conseguido escrever nada.
Tampouco me obrigo a cuspir palavras.
Me obrigo a viver, apenas.
Os dias têm sido iguais, do início ao fim.
Estive olhando os meus escritos e pensei: quem haverá de ter vontade de ler-me? Se os meus versos transbordam tristezas?
Vivo com a nítida impressão de que ninguém me enxerga e escrevo aqui somente para mim.
Não faz mal!
Ontem, depois de dois meses, escrevi algo.
Não publico aqui.
Está publicado em mim.
Por hora deixo algo para que eu mesma possa me ver.
E diz assim:

Devaneio
 
Entra dia
Entra noite
E
Tudo
O que se
Vive
É nada
É uma
Estranha
Volúpia
Ter tempo
De sobra
E nada
A ser feito
Converso
Com as paredes
Programo o despertador
Enumero tarefas
Desnecessárias
Espero
A hora seguinte
Na esperança
De que uma boa notícia
Me arranque
Dessa vida calma
E ao mesmo tempo
Dolorida
E
Cheia
De mim mesma


terça-feira, 26 de abril de 2011

Destaques da Semana

Olá!

Nesta semana, estou em destaque na página da Câmara Brasileira de Jovens Escritores!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Luiz Felipe, muito obrigada!

Mais um recadinho que foi deixado para mim, no link "Interatividade", no site da CBJE, pelo leitor Luiz Felipe, do Rio de Janeiro:


Luiz Felipe d'Alberto Louzada - Rio de Janeiro/RJ
Para Denise Muller Garateguy
Denise, sou fã de seu estilo de escrita e de suas belas poesias... sempre as leio, realmente as escreve com as tintas de seu coração... parabéns ! Grande abraço!
ENVIADO EM: 11/04/2011


Obrigada, obrigada, obrigada!

Abraços!

Denise

Poema selecionado e publicado na 73ª Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos, pela CBJE



Ventania

Este vento
Louco
Furioso
Carrega
Folhas e terra
Sacode
As roupas
No varal
Invade
Pensamentos
Rasga
Ilusões
E
Muito embora
O sol lhe faça
Companhia,
Segue o seu bailado
Frenético
E por horas
É manso
Sussurra
Em meu ouvido
Que dias
Melhores
Estão por chegar
Anuncia
Que próxima
Está
A hora
De renascer