sábado, 29 de setembro de 2012
Encontro com Lídia Jorge
Ontem à noite fui à PUC para ouvir - e ver de perto - a escritora portuguesa Lídia Jorge.
Nunca li nada dessa escritora, mas frente aos elogios que o professor Charles Kiefer concedeu a ela, fiquei curiosa e atendi ao convite do professor para vê-la.
Quando digo "encontro com Lídia Jorge", refiro-me ao encontro de minha alma e de minhas ideias com as ideias dela.
É incrível o quanto uma pessoa que vive do outro lado do mundo, que tem mais idade do que a gente e que fala uma língua diferente, pode ser tão nós mesmos!
Deleitei-me com as palavras de Lídia!
Ao final da palestra adquiri o romance "A costa dos murmúrios", que nasceu de uma experiência que a escritora vivenciou (epifania?) quando morava em Moçambique durante a Guerra.
Tenho a certeza de que será uma leitura inesquecível.
Amanhã, caros amigos, temos o nosso encontro dominical!
E eu tenho uma surpresa para contar!
Abraços!
Denise
domingo, 23 de setembro de 2012
"Caminho" - publicado na 63ª Antologia de poetas brasileiros contemporâneos
Do quanto sinto-me estranha nesse mundo e ainda assim, sou grata...
Caminho
Olhar perdido
Percorre a estrada
Sem aperceber-se
Do mundo
Que conta
Os segundos
Percorre a estrada
Sem aperceber-se
Do mundo
Que conta
Os segundos
É difícil
Ser tão diferente
A delicada renda
Bordada
A vida
Continua
A acontecer
Sem piedade
Nem alma
Nem nada
domingo, 16 de setembro de 2012
"Liberdade" - poesia publicada na 62ª Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos
Bom dia, domingo!
Pediram-me para que eu falasse um pouco de mim, aliás, um pouco das minhas poesias. Pois bem, falar do que escrevo é falar de mim; nas entrelinhas, em cada letra.
Os meus poemas não possuem métrica ou rima, cada um deles nasce de sentimento, puro e legítimo.
E só.
A despeito deste domingo cinza e molhado, hoje é dia de poesia!
Liberdade
Pediram-me para que eu falasse um pouco de mim, aliás, um pouco das minhas poesias. Pois bem, falar do que escrevo é falar de mim; nas entrelinhas, em cada letra.
Os meus poemas não possuem métrica ou rima, cada um deles nasce de sentimento, puro e legítimo.
E só.
A despeito deste domingo cinza e molhado, hoje é dia de poesia!
Liberdade
Depois de tudo
Retornar
À vida
Expurgar
Os vícios
Sacudir
O espírito
Dourar
Os olhos
Soprar
A poeira
Dar lustro
Ao caminho
Perfumar
A alma
Deixar brilhar
Estrelas
E
Embriagar-se
De sonhos
Reais
Retornar
À vida
Expurgar
Os vícios
Sacudir
O espírito
Dourar
Os olhos
Soprar
A poeira
Dar lustro
Ao caminho
Perfumar
A alma
Deixar brilhar
Estrelas
E
Embriagar-se
De sonhos
Reais

domingo, 9 de setembro de 2012
Poesia vencedora do VI Concurso Literário Mário Quintana - 2010
Perda
Tenho revirado
Caixas
Sacolas
Álbuns de fotografias
Gavetas e armários
O cesto de roupas sujas
As velhas revistas
Os discos
Os livros
O jardim
Por entre os vidros de perfumes
Onde moram
Os quadros
Por cada canto da casa
Entre os novelos de lã
Em meio às garrafas
E copos
Na cama desfeita
Nos papeis espalhados
Nem mesmo
O espelho
Me dá pistas
De onde
Estou...
domingo, 2 de setembro de 2012
O início - primeiro poema publicado pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores
Poema sem título
A chuva cai
E molha
Meus pensamentos
Mistura-se
Com minhas lágrimas
Quentes
De pranto
Quisera eu
Expurgar
Todos os fantasmas
Lavar a alma
Ferida
Pô-la
Para secar ao sol
Perfumá-la
De flores
E preservá-la
Do mundo...

domingo, 26 de agosto de 2012
"Solidão"
Poesia publicada na antologia "Panorama Literário Brasileiro - as melhores poesias de 2010 - edição histórica", pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores
Solidão
Sinto
Uma torrente
De
Emoções
Presas
Que não ousam
Transbordar
Uma gota
Sequer
De alma
Tudo
O que
Sinto
Cabe dentro
Da lágrima
Que esqueceu
De cair...
Solidão
Sinto
Uma torrente
De
Emoções
Presas
Que não ousam
Transbordar
Uma gota
Sequer
De alma
Tudo
O que
Sinto
Cabe dentro
Da lágrima
Que esqueceu
De cair...
domingo, 19 de agosto de 2012
"Aquarela das dores" - Publicado na Antologia "Livro de Ouro da Poesia Brasileira" - edição 2010
Aquarela das dores
É estranho...
Estas cores
Que sempre
Estiveram aqui
À parte
De mim
Parece-me
Que nunca as vi
O meu tempo
Escorreu
Em outro lugar
Com as mesmas cores
Tão diferentes
Destas
Que agora
São as minhas...
Renasço
Sob um sol
Que já me conhece
E que me concede
A chance
De ser feliz
Porque
Mereci
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