quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Poesia Vencedora
Queridos amigos!
Conforme havia prometido no último domingo, estou revelando a poesia vencedora do XI Concurso Literário FACCAT/Jornal Panorama!
O concurso, este ano, possui o tema "O fim do mundo".
Fiquem à vontade com "O fim do (nosso) mundo"!
Abraços!
domingo, 30 de setembro de 2012
Novidade!
Queridos amigos!
Estou muito feliz!
Participei do XI CONCURSO LITERÁRIO FACCAT - JORNAL PANORAMA - 2012 e obtive o primeiro lugar!
O concurso tinha como tema "O fim do mundo" e era aberto a todo o Brasil.
Tão logo eu tenha autorização, publicarei a poesia vnecedora aqui.
Por enquanto, fiquem com o meu "Tapete de estrelas".
Abraços!
Tapete de estrelas
A lua
Deitou-se
Prateada
Por entre janelas
De um quarto escuro
Por entre
Olhos adormecidos
De mágoas
Parece-me
Que sou
A única criatura desperta
Na noite triste
E cintilante
O sonho
Derramou-se pela sacada
Espalhou-se
Pelo chão
E não sobrou
Mais nada...
sábado, 29 de setembro de 2012
Encontro com Lídia Jorge
Ontem à noite fui à PUC para ouvir - e ver de perto - a escritora portuguesa Lídia Jorge.
Nunca li nada dessa escritora, mas frente aos elogios que o professor Charles Kiefer concedeu a ela, fiquei curiosa e atendi ao convite do professor para vê-la.
Quando digo "encontro com Lídia Jorge", refiro-me ao encontro de minha alma e de minhas ideias com as ideias dela.
É incrível o quanto uma pessoa que vive do outro lado do mundo, que tem mais idade do que a gente e que fala uma língua diferente, pode ser tão nós mesmos!
Deleitei-me com as palavras de Lídia!
Ao final da palestra adquiri o romance "A costa dos murmúrios", que nasceu de uma experiência que a escritora vivenciou (epifania?) quando morava em Moçambique durante a Guerra.
Tenho a certeza de que será uma leitura inesquecível.
Amanhã, caros amigos, temos o nosso encontro dominical!
E eu tenho uma surpresa para contar!
Abraços!
Denise
domingo, 23 de setembro de 2012
"Caminho" - publicado na 63ª Antologia de poetas brasileiros contemporâneos
Do quanto sinto-me estranha nesse mundo e ainda assim, sou grata...
Caminho
Olhar perdido
Percorre a estrada
Sem aperceber-se
Do mundo
Que conta
Os segundos
Percorre a estrada
Sem aperceber-se
Do mundo
Que conta
Os segundos
É difícil
Ser tão diferente
A delicada renda
Bordada
A vida
Continua
A acontecer
Sem piedade
Nem alma
Nem nada
domingo, 16 de setembro de 2012
"Liberdade" - poesia publicada na 62ª Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos
Bom dia, domingo!
Pediram-me para que eu falasse um pouco de mim, aliás, um pouco das minhas poesias. Pois bem, falar do que escrevo é falar de mim; nas entrelinhas, em cada letra.
Os meus poemas não possuem métrica ou rima, cada um deles nasce de sentimento, puro e legítimo.
E só.
A despeito deste domingo cinza e molhado, hoje é dia de poesia!
Liberdade
Pediram-me para que eu falasse um pouco de mim, aliás, um pouco das minhas poesias. Pois bem, falar do que escrevo é falar de mim; nas entrelinhas, em cada letra.
Os meus poemas não possuem métrica ou rima, cada um deles nasce de sentimento, puro e legítimo.
E só.
A despeito deste domingo cinza e molhado, hoje é dia de poesia!
Liberdade
Depois de tudo
Retornar
À vida
Expurgar
Os vícios
Sacudir
O espírito
Dourar
Os olhos
Soprar
A poeira
Dar lustro
Ao caminho
Perfumar
A alma
Deixar brilhar
Estrelas
E
Embriagar-se
De sonhos
Reais
Retornar
À vida
Expurgar
Os vícios
Sacudir
O espírito
Dourar
Os olhos
Soprar
A poeira
Dar lustro
Ao caminho
Perfumar
A alma
Deixar brilhar
Estrelas
E
Embriagar-se
De sonhos
Reais

domingo, 9 de setembro de 2012
Poesia vencedora do VI Concurso Literário Mário Quintana - 2010
Perda
Tenho revirado
Caixas
Sacolas
Álbuns de fotografias
Gavetas e armários
O cesto de roupas sujas
As velhas revistas
Os discos
Os livros
O jardim
Por entre os vidros de perfumes
Onde moram
Os quadros
Por cada canto da casa
Entre os novelos de lã
Em meio às garrafas
E copos
Na cama desfeita
Nos papeis espalhados
Nem mesmo
O espelho
Me dá pistas
De onde
Estou...
domingo, 2 de setembro de 2012
O início - primeiro poema publicado pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores
Poema sem título
A chuva cai
E molha
Meus pensamentos
Mistura-se
Com minhas lágrimas
Quentes
De pranto
Quisera eu
Expurgar
Todos os fantasmas
Lavar a alma
Ferida
Pô-la
Para secar ao sol
Perfumá-la
De flores
E preservá-la
Do mundo...

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