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domingo, 21 de outubro de 2012

Cerimônia de Premiação XI Concurso literário FACCAT





Ainda sobre o Prêmio Literário da FACCAT...

Na noite de 18 de outubro, fui à Taquara receber o prêmio pelo primeiro lugar na categoria poesia!
O concurso teve um total de 217 inscritos, abrangendo todo o país.
Foi um momento de muita emoção para mim!

Como algumas pessoas referiram que não conseguiram abrir o arquivo com a poesia vencedora, aí está!


O fim do (nosso) mundo

Não,
Não me beije mais
Ao amanhecer
Aquela vela
Ainda
Arde
Solitária
Sobre a cômoda
Os bombons regalados
Intocáveis
Aguardam
A ardente mordida
Meus pés
Seguem frios
Embaixo
Do edredom
O abajur aceso
O copo d´água
O cabide
À espera
Da camisa passada
As malas
Vazias
O livro
Inacabado
A almofada
Estampada
Com a nossa foto

O sono
Que não chega

E
O vaso de flores
A enfeitar
Este que é
O fim
Do nosso
Mundo






















domingo, 14 de outubro de 2012

"Três de maio" - Poesia publicada na 66ª Antologia de Poetas Contemporâneos Brasileiros


Mudei-me para Canoas em abril de 2010.
No primeiro "três de maio" na casa nova, recebi apenas dois convidados por ocasião do meu aniversário.
Ainda assim, pude sentir a alegria de ter nascido...



Três de Maio

Os presentes
Já estão
Em cima da cama
A alma
Está em festa
A mesa
Está posta
Há flores
Pelos cantos
E perfume
No ar
A poesia
Está escrita
Os olhos
Sonham
Esperanças
Fáceis
Coloridas
E
Bordadas
Em cetim



domingo, 7 de outubro de 2012

"Tempestade" - Poesia publicada na 65ª Antologia de Poetas Contemporâneos Brasileiros -


 
De um tempo turbulento, nasceu...


Tempestade

Dentro
Do meu peito
Chove
Um temporal
De gotas
Grandes
E
Pesadas
De dores
Imensas
E pequenas
De gritos
Presos
E
Injustificáveis
E
Mortos...





















quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Poesia Vencedora



Queridos amigos!

Conforme havia prometido no último domingo, estou revelando a poesia vencedora do XI Concurso Literário FACCAT/Jornal Panorama!
O concurso, este ano, possui o tema "O fim do mundo".

Fiquem à vontade com "O fim do (nosso) mundo"!

Abraços!


domingo, 30 de setembro de 2012

Novidade!



Queridos amigos!

Estou muito feliz!
Participei do XI CONCURSO LITERÁRIO FACCAT - JORNAL PANORAMA - 2012 e obtive o primeiro lugar!
O concurso tinha como tema "O fim do mundo" e era aberto a todo o Brasil.
Tão logo eu tenha autorização, publicarei a poesia vnecedora aqui.
Por enquanto, fiquem com o meu "Tapete de estrelas".

Abraços!



Tapete de estrelas

A lua
Deitou-se
Prateada
Por entre janelas
De um quarto escuro
Por entre
Olhos adormecidos
De mágoas
Parece-me
Que sou
A única criatura desperta
Na noite triste
E cintilante
O sonho
Derramou-se pela sacada
Espalhou-se
Pelo chão
E não sobrou
Mais nada...



sábado, 29 de setembro de 2012

Encontro com Lídia Jorge





Ontem à noite fui à PUC para ouvir - e ver de perto - a escritora portuguesa Lídia Jorge.
Nunca li nada dessa escritora, mas frente aos elogios que o professor Charles Kiefer concedeu a ela, fiquei curiosa e atendi ao convite do professor para vê-la.
Quando digo "encontro com Lídia Jorge", refiro-me ao encontro de minha alma e de minhas ideias com as ideias dela. 
É incrível o quanto uma pessoa que vive do outro lado do mundo, que tem mais idade do que a gente e que fala uma língua diferente, pode ser tão nós mesmos!
Deleitei-me com as palavras de Lídia!
Ao final da palestra adquiri o romance "A costa dos murmúrios", que nasceu de uma experiência que a escritora vivenciou (epifania?) quando morava em Moçambique durante a Guerra.
Tenho a certeza de que será uma leitura inesquecível.


Amanhã, caros amigos, temos o nosso encontro dominical!
E eu tenho uma surpresa para contar!

Abraços!

Denise


domingo, 23 de setembro de 2012

"Caminho" - publicado na 63ª Antologia de poetas brasileiros contemporâneos



Do quanto sinto-me estranha nesse mundo e ainda assim, sou grata...



Caminho


Olhar perdido
Percorre a estrada
Sem aperceber-se
Do mundo
Que conta
Os segundos

É difícil
Ser tão diferente
A delicada renda
Bordada

A vida
Continua
A acontecer
Sem piedade
Nem alma
Nem nada