terça-feira, 15 de maio de 2012
Por onde devo começar?
E será que há reinício?
...
Por que
insistimos
Continuar fingindo
O que
(não) vemos
O que
já se sabe
O que está
gasto
Para o que
não há remédio
O que nos rouba
o sono
O que nos custa
caro
E que
nos
entristece,
emudece,
finda.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Tempo seco
Fiquei, por quase quatro meses, distante do blog.
Aliás, muito mais distante ainda de mim...
Embora esteja chovendo há dias lá fora, ando seca, árida por dentro.
Não tenho conseguido escrever nada.
Tampouco me obrigo a cuspir palavras.
Me obrigo a viver, apenas.
Os dias têm sido iguais, do início ao fim.
Estive olhando os meus escritos e pensei: quem haverá de ter vontade de ler-me? Se os meus versos transbordam tristezas?
Vivo com a nítida impressão de que ninguém me enxerga e escrevo aqui somente para mim.
Não faz mal!
Ontem, depois de dois meses, escrevi algo.
Não publico aqui.
Está publicado em mim.
Por hora deixo algo para que eu mesma possa me ver.
E diz assim:
Entra dia
Entra noite
E
Tudo
O que se
Vive
É nada
É uma
Estranha
Volúpia
Ter tempo
De sobra
E nada
A ser feito
Converso
Com as paredes
Programo o despertador
Enumero tarefas
Desnecessárias
Espero
A hora seguinte
Na esperança
De que uma boa notícia
Me arranque
Dessa vida calma
E ao mesmo tempo
Dolorida
E
Cheia
De mim mesma
Aliás, muito mais distante ainda de mim...
Embora esteja chovendo há dias lá fora, ando seca, árida por dentro.
Não tenho conseguido escrever nada.
Tampouco me obrigo a cuspir palavras.
Me obrigo a viver, apenas.
Os dias têm sido iguais, do início ao fim.
Estive olhando os meus escritos e pensei: quem haverá de ter vontade de ler-me? Se os meus versos transbordam tristezas?
Vivo com a nítida impressão de que ninguém me enxerga e escrevo aqui somente para mim.
Não faz mal!
Ontem, depois de dois meses, escrevi algo.
Não publico aqui.
Está publicado em mim.
Por hora deixo algo para que eu mesma possa me ver.
E diz assim:
Devaneio
Entra dia
Entra noite
E
Tudo
O que se
Vive
É nada
É uma
Estranha
Volúpia
Ter tempo
De sobra
E nada
A ser feito
Converso
Com as paredes
Programo o despertador
Enumero tarefas
Desnecessárias
Espero
A hora seguinte
Na esperança
De que uma boa notícia
Me arranque
Dessa vida calma
E ao mesmo tempo
Dolorida
E
Cheia
De mim mesma

terça-feira, 26 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Luiz Felipe, muito obrigada!
Mais um recadinho que foi deixado para mim, no link "Interatividade", no site da CBJE, pelo leitor Luiz Felipe, do Rio de Janeiro:
Luiz Felipe d'Alberto Louzada - Rio de Janeiro/RJ
Para Denise Muller Garateguy
Denise, sou fã de seu estilo de escrita e de suas belas poesias... sempre as leio, realmente as escreve com as tintas de seu coração... parabéns ! Grande abraço!
ENVIADO EM: 11/04/2011
Obrigada, obrigada, obrigada!
Abraços!
Denise
Luiz Felipe d'Alberto Louzada - Rio de Janeiro/RJ
Para Denise Muller Garateguy
Denise, sou fã de seu estilo de escrita e de suas belas poesias... sempre as leio, realmente as escreve com as tintas de seu coração... parabéns ! Grande abraço!
ENVIADO EM: 11/04/2011
Obrigada, obrigada, obrigada!
Abraços!
Denise
Poema selecionado e publicado na 73ª Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos, pela CBJE

Ventania
Louco
Furioso
Carrega
Folhas e terra
Sacode
As roupas
No varal
Invade
Pensamentos
Rasga
Ilusões
E
Muito embora
O sol lhe faça
Companhia,
Segue o seu bailado
Frenético
E por horas
É manso
Sussurra
Em meu ouvido
Que dias
Melhores
Estão por chegar
Anuncia
Que próxima
Está
A hora
De renascer
sexta-feira, 25 de março de 2011
Poema selecionado e publicado na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - edição 72

Poeta
Falta-me
Coragem
Para doar
Forças
Ao que
A minha
Mais íntima
Verdade
Revelou-me
Não há
Como voltar atrás!
Essa voz,
Essa certeza
Me acertaram
De pronto
Não posso
Lutar contra elas!
Como poderia eu
Fugir da minha
Maior verdade?
Descortinou-se
Bem diante
Dos meus olhos
O que sempre
Almejei saber:
Sou poeta!
Falta-me
Coragem
Para doar
Forças
Ao que
A minha
Mais íntima
Verdade
Revelou-me
Não há
Como voltar atrás!
Essa voz,
Essa certeza
Me acertaram
De pronto
Não posso
Lutar contra elas!
Como poderia eu
Fugir da minha
Maior verdade?
Descortinou-se
Bem diante
Dos meus olhos
O que sempre
Almejei saber:
Sou poeta!
quarta-feira, 16 de março de 2011
Interatividade - CBJE
Fiquei muito feliz quando vi o recado deixado pelo querido Paulino José Pereira de Lima, de Santa Luzia, MG, no link "Interatividade" na página da Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Este é um espaço onde os leitores podem expressar as suas opiniões sobre os autores publicados pela CBJE.
Então, estou dividindo esta alegria com vocês!
"Saudações alvissareiras aos poetas e poetisas pelo arrojo em suas composições. Especial salva a Sérgio Tavares em “O sentido das palavras”, a Denise Muller Garateguy por “Solidão” e “Tempestade” (10, nota 10), a Gélcio de Barros Sormani – “Guerra de sonhos”, a Mônica Magalhães Cavalcante – “Espasmo” (me lembra Gullar), a Magali Queiroz – “Natureza mulher”, a José Luiz da Luz – “Murmúrio” e “Cadáver”, a Luiz Henrique Lima Faria – “O que é poesia?”, a Cyelle Carmem Vasconcelos Pereira – “Espaços Vagos”, a Eritânia Castro Machado de Sousa Brunoro – “Repulsa”, a Neuza Maria Travi Madsen – “Procura”, a Flávio Sobreiro da Costa – “Sou”, a Lílian Saeko Taba – “Origami”, a Adriano Alcantra – “Chorrilho, só chorrilho”, e finalmente a Maria Filomena de Gouveia Vilela – “Trapezista”."ENVIADO EM: 3/03/2011
Então, estou dividindo esta alegria com vocês!
"Saudações alvissareiras aos poetas e poetisas pelo arrojo em suas composições. Especial salva a Sérgio Tavares em “O sentido das palavras”, a Denise Muller Garateguy por “Solidão” e “Tempestade” (10, nota 10), a Gélcio de Barros Sormani – “Guerra de sonhos”, a Mônica Magalhães Cavalcante – “Espasmo” (me lembra Gullar), a Magali Queiroz – “Natureza mulher”, a José Luiz da Luz – “Murmúrio” e “Cadáver”, a Luiz Henrique Lima Faria – “O que é poesia?”, a Cyelle Carmem Vasconcelos Pereira – “Espaços Vagos”, a Eritânia Castro Machado de Sousa Brunoro – “Repulsa”, a Neuza Maria Travi Madsen – “Procura”, a Flávio Sobreiro da Costa – “Sou”, a Lílian Saeko Taba – “Origami”, a Adriano Alcantra – “Chorrilho, só chorrilho”, e finalmente a Maria Filomena de Gouveia Vilela – “Trapezista”."ENVIADO EM: 3/03/2011
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