Caminho
Olhar perdido
Percorre a estrada
Sem aperceber-se
Do mundo
Que conta
Os segundos
É difícil
Ser tão diferente
A delicada renda
Bordada
A vida
Continua
A acontecer
Sem piedade
Nem alma
Nem nada...
Nem nada...
A poesia de Denise Garateguy é fragmentária. Só esteticamente. Quem consegue romper a tensão da superfície descobre a rara qualidade de sua solidez. Genuína? Sim! É das cisões do contar dos dias, que advem as fraturas das palavras. A cisão, é a nossa cisão. Prenda a respiração. O mergulho é profundo.
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