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domingo, 8 de julho de 2012

Poema publicado na Antologia 77, pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores



Montenegro


Hoje
Eu senti saudades de Montenegro
Mas não é só hoje!
É nunca! É sempre!
É ausência!
É liberdade vazia
Cheia de cacos de alma
Que costuro todos os dias
Com as fitas de cetim, aquelas,
Que há anos coleciono
Trato de dar um jeito na casa
Caminho por entre
Pessoas que não me veem
Ou sequer sentem o que sinto
Olho o relógio
E mais um dia se esvai
Pincelado de sol
E salpicado de estrelas
Faço comida,
Faço contas de tempo
Encho a jarra d’água
E me perco nela
A gata,
A dor,
A saudade
Sempre comigo
E assim
Vou tecendo esperanças
Em linhas douradas
No tear da vida

 




domingo, 1 de julho de 2012

Poema publicado pela CBJE edição 76


Pesadelo


Adormecida
Estou
O sono
Engole-me
Enquanto luto
Em vão,
Por despertar
Estou
Presa dentro
Do meu
Próprio
Corpo
Este estranho
Invólucro
Da minha
Alma
De
Anjo

 


domingo, 17 de junho de 2012

Poema publicado na 75ª Antologia de poetas contemporâneos brasileiros - Câmara Brasileira de Jovens Escritores

 

Final

A borboleta

Tem

O coração

Impresso

Nas asas

Agonizante,

No chão,

Enquanto

A multidão

Passa,

Ninguém pode,

Sequer,

Devolver-lhe

A vida...



domingo, 10 de junho de 2012

Voltando para casa

Voltar para casa, não significa tão somente uma mudança geográfica...

Quando nos sentimos longe, às vezes, podemos estar nos referindo ao quão longe estamos das coisas de que gostamos, dos nossos ideais, das pessoas que amamos, mas principalmente de nós mesmos.
Estou voltando para a minha casa. E aqui, "minha casa" significa tudo o que faz o meu coração perder o compasso!
Amores, pessoas, trabalho,  POESIA!
Tentei voltar várias vezes, timidamente, sim, mas tentei. Talvez ainda não fosse o momento. Talvez fosse apenas um esquentar de máquinas.
Agora sim, está tudo pronto, preparado.
Vamos seguir?
Avisem que estou de volta!

Para ser feliz, basta ser...




terça-feira, 15 de maio de 2012

Por onde devo começar?


E será que há reinício?


...


Por que
insistimos
Continuar fingindo
O que
(não) vemos
O que
já se sabe
O que está
gasto
Para o que
não há remédio
O que nos rouba
o sono
O que nos custa
caro
E que
nos
entristece,
emudece,
finda.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Tempo seco

Fiquei, por quase quatro meses, distante do blog.
Aliás, muito mais distante ainda de mim...
Embora esteja chovendo há dias lá fora, ando seca, árida por dentro.
Não tenho conseguido escrever nada.
Tampouco me obrigo a cuspir palavras.
Me obrigo a viver, apenas.
Os dias têm sido iguais, do início ao fim.
Estive olhando os meus escritos e pensei: quem haverá de ter vontade de ler-me? Se os meus versos transbordam tristezas?
Vivo com a nítida impressão de que ninguém me enxerga e escrevo aqui somente para mim.
Não faz mal!
Ontem, depois de dois meses, escrevi algo.
Não publico aqui.
Está publicado em mim.
Por hora deixo algo para que eu mesma possa me ver.
E diz assim:

Devaneio
 
Entra dia
Entra noite
E
Tudo
O que se
Vive
É nada
É uma
Estranha
Volúpia
Ter tempo
De sobra
E nada
A ser feito
Converso
Com as paredes
Programo o despertador
Enumero tarefas
Desnecessárias
Espero
A hora seguinte
Na esperança
De que uma boa notícia
Me arranque
Dessa vida calma
E ao mesmo tempo
Dolorida
E
Cheia
De mim mesma


terça-feira, 26 de abril de 2011

Destaques da Semana

Olá!

Nesta semana, estou em destaque na página da Câmara Brasileira de Jovens Escritores!